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Arquivo para março, 2009

Top 10 Bisonhices de TI

31, março, 2009

Dia desses, estava bebericando com amigos nerds de TI. Começamos a falar de coisas bisonhas e inusitadas que já presenciamos no dia a dia, ao longo de nossas carreiras. Resolvi fazer uma lista das “Top 10″.

And the Oscar goes to…

  • Estagiário com mania de perseguição que tentou se matar após dois dias de trabalho apenas.
  • Somelier com Pós-Graduação em Letras atuando como Gerente de TI.
  • Cronograma de implantação que nunca atrasa: quando se aproxima a data de alguma entrega, é realizado um replanejamento.
  • Gerente de Projetos que se gaba do tamanho de seus toletes fecais para toda a equipe.
  • Estagiário promíscuo que só pensa em sexo com mulheres casadas e sofridas.
  • Gerente de TI com narcolepsia que dorme em diálogos, mesmo sendo o interlocutor.
  • Términos de namoros e casamentos para não perder uma promoção.
  • Intimidação de estagiários para conseguir que estes trabalhem 12 horas por dia e fins de semana.
  • Instrutor de programação básica que se masturbava no intervalo das aulas. Na sala.
  • Reunião onde as pessoas ficam agachadas em volta de uma fogueira imaginária, esquentando as mãos.

Tecnologia

Não basta ser pai…

30, março, 2009

Neste último fim de semana, minha diminuta filha colava adesivos do Pooh em seu tapetinho de borracha. Organizou os adesivos de forma que estes formassem um círculo. Um círculo perfeito, diga-se de passagem. Perguntei o que era aquilo e ela respondeu, cheia de orgulho:

- É a roda, papai. Da escola.

Ela adora simular a roda da escola em casa, ora com bonecas, ora com adesivos, ora com objetos variados sem associação alguma. Usou todos os adesivos de uma cartela para fazer aquela roda perfeita.

Depois da roda pronta, catou mais uma cartela com adesivos do Pooh. E um louco diálogo começou…

[Papai] – É a roda, filha?

[Diminuta] – Num tem.

[Papai] – Ah, não tem?

[Diminuta] – Não. Num tem.

[Papai] – Não tem?

[Diminuta] – Papai, não. Num tem.

[Papai] – Num tem o quê?

[Diminuta] – Tem.

[Papai] – Tem ou não tem? Não tem a roda?

[Diminuta] – Não.

[Papai] – O que tem, então?

[Diminuta] – Tem.

Foi quando prestei mais atenção na organização dos adesivos da segunda cartela: um atrás do outro. E ajudou uma parte da musiquinha que ela cantarolava baixinho:

- … não precisa empurrar…

Ficou fácil:

[Papai] – Eles estão no trem, filha?

[Diminuta] – Sim. Num tem.

Acredito que por diversas vezes passou pela cabecinha dela que o pai é um tapado.

Cotidiano

Lula. Ah, o Lula.

28, março, 2009

Gostaria de deixar algumas perguntas sobre o famigerado presidente Lula no ar. É simples registro. Só para meu pessoal descarrego de consciência.

São elas:

  • O Lula não possui uma assessoria de comunicação ou imprensa que o direcione melhor para os momentos de eloqüência verbal pública?
  • Estes momentos têm sido tatuados na história do Brasil por espontânea criatividade ou pela manhã, ao acordar ao lado de sua companheira, nosso estimado líder anota suas melhores idéias sussurradas em sonhos libertinos?
  • Inácio não possui amigos? Não há ninguém por perto para dar “um toque”, como dizem por aí? Será que Obrama ou Príncipe Chaves não fariam este favor?

Bom, são perguntas simples. Se alguém souber responder… por favor, fique à vontade.

Política

O caqui

26, março, 2009

Acabei de chegar de uma prévia de comemoração do aniversário de um amigo. O local escolhido foi o Bigode, bar ao lado do shopping Rio Sul, em Botafogo. Cerveja gelada. Aipim frito oleosamente suculento. Deliciosos pastéis deformados de sabores genéricos e cheiros idem. Gurjão de peixe, sendo alguns avermelhados. Acreditamos até a última mordida ser salmão. Bolinho de bacalhau frito no óleo frango à passarinho. Talvez óleo diesel, não sei. Resumindo: uma noite perfeita.

Até que atiraram um caqui. Um caqui. Sim, repito: um caqui. De novo? Caqui. A mistura de Antartica, Bohemia e Skol transformaram a cena em uma comédia pastelão. Nos 10 minutos seguintes, com a explosão da fruta na mesa, foi possível apenas uma coisa: rir. Ninguém conseguiu ficar apreensivo pensando qual seria a próxima fruta ou próximo objeto. Pensamos em ligar para a polícia. Interfonar para o prédio. Mas era um caqui. Por que um caqui? As pessoas mal compram caqui para comer, que dirá atentar contra a vida alheia!

Somando as experiências individuais com o tipo de situação, já havíamos visto todos os tipos de ataque: garrafas pet, côcos, balões d’água, sacos plásticos cheios de mijo, gatos, estagiários, sogras, cunhados, camisas do Fluminense encardidas, Bíblias, Dip n’ Lik chupados, Fandangos fora da validade, calendário da Pamela Anderson, papel higiênico molhado, tomates, cueca com freada, preservativos com gosminha recheados, ovos podres, ovos cozidos, ovos fritos, ovos mexidos, ovos simplesmente, Playmobil, lembranças da circuncisão, fronhas babadas, rabanadas, Serenata de Amor mordido, tampinha de Mineirinho, fraldas sujas (infantis e geriátricas), perucas Lady, pedaços de unha roída, pentelhos pêlos pubianos presos com fita adesiva… Enfim, apesar de toda a gama exótica e eclética de ataques presenciados, o caqui era novidade para todos os presentes.

O pato-ganso-marreco do jardim do Bigode não sabia se ria ou se escondia mais pela mata, temendo por sua integridade física. Mas ele também caiu na real. Um caqui. Estava sendo ameaçado por caquis. Um dos integrantes da comemoração do anversário, um exótico cidadão italvense,  jura ter sido atingido também por um limão. Mas como já estava bebendo desde cedo – inclusive no trabalho – perdeu um pouco de crédito. Terroristas de caqui são raros. De limão então, nem se fala!

Tentei rapidamente localizar o terrorista caquizeiro. Utilizando meu fenomenal celular Nokia E63 (aconselho, bom produto… só a câmera que é uma merda joça!), consegui bater uma foto do maldito. Enviarei ao Globo Online para tornar público o perigo que ronda os bebuns clientes do bar Bigode. Armazenada a foto como prova, abandonamos a mesa e escolhemos ficar confortavelmente de pé, recostados no murinho. Voltamos a sentar quando vagou uma mesa, protegida de selvagens ataques frutíferos pela estratégica marquise do bar.

Como não aconteceram mais ataques, não ligamos para a eficiente e sempre alerta polícia fluminense. Mas deixo aqui o alerta: cuidado com este morador do prédio em cima do Bigode. Ele é suspeito de diversos ataques violentos aos frequentadores do térreo.

A noite ainda fechou com chave de ouro com as lamúrias do taxista que não aguenta mais a esposa sem a ajuda de um Viagra 50mg… Mas isso eu deixo pra outro tópico. Hora de tomar banho, limpar a sujeira de caqui e dormir.

Cotidiano

E a migração de dados na Bobbles Tech…

24, março, 2009

[Gerente] O relatório inicial estava errado. Não são 7 milhões de registros pra migrar pro novo ambiente.

[Analista] Quantos são?

[Gerente] 18 milhões.

[Analista] Ok. É só aumentar a janela de execução.

[Gerente] Não dá. Como foi erro de dimensionamento nosso, precisamos encaixar estes registros na janela que temos.

[Analista] Impossível. Temos 7 dias de janela e conseguimos processar 1 milhão de registros por dia.

[Gerente] Eu sei. Mas não podemos voltar atrás.

[Analista] De novo: temos 7 dias para processar os 7 milhões, sendo que só conseguimos colocar na nova base 1 milhão por dia.

[Gerente] Entendi isso. Mas já nos comprometemos. Não podemos voltar atrás. Vamos pensar em como encaixar esses registros…

[Analista] Olha só: 7 multiplicados por 1 milhão dá 7 milhões. É nosso limite. Precisamos de 18 dias para o novo volume. Qual o problema em explicar isso para o cliente?

[Gerente] Vai pegar mal para nossa imagem…

[Analista] Olha, vai pegar mal para nossa imagem falarmos no sétimo dia que processamos somente 7 milhões de registros, em caso do sétimo dia ser o último!

[Gerente] Entendi. E te dou razão. Mas temos que fazer. Nem que fiquemos aqui 24 horas por dia.

[Analista] O processo é automatizado. Depois de iniciado não há nada que possamos fazer aqui…

[Gerente] Não importa. Vamos executar tudo em 7 dias.

[Analista] Ok.

[Gerente] Ok? Então, é possível?

[Analista] Não.

[Gerente] Você disse “ok”.

[Analista] Porque você afirmou que executaríamos tudo em 7 dias. Eu sou analista e você, gerente. Deve saber de algo que eu não saiba…

[Gerente] Eu não sei de nada que você não saiba! Só preciso que você diga se isso é possível ou não!

[Analista] Olha, eu já disse que não…

[Gerente] Mas isso eu preciso que você diga que é possível! Meu emprego pode depender disso!

[Analista] Nossa… Não sabia.

[Gerente] Pois é. Preciso entrar numa conferência e dizer que isso é possível. Me diga que é possível!

[Analista] Ok. É possível.

[Gerente] Obrigado!

Após a conferência…

[Gerente] Ufa… Foi briga de foice! Mas ficaram contentes ao saber que é possível migrar os 18 milhões de registros na janela de 7 dias. É possível mesmo, né?

[Analista] Não.

[Gerente] Porra Droga! Você falou que era! O que deu em você?

[Analista] Você disse que seu emprego dependia que eu dizesse que isso era possível, para que você falasse na conferência…

[Gerente] Sim, mas tinha que ser possível de verdade, não somente para a conferência!

[Analista] Eu já tinha dito que não dava…

[Gerente] Porra Droga! Não adiantou nada falar isso na conferência! O que eu ganhei com isso?

[Analista] 7 dias pra atualizar o currículo…

[Gerente] Num fode enche!

[Analista] Sabia que, na Catho, por 7 dias, você pode deixar seu currí…

[Gerente] Vai se fuder ferrar! Seu merda imbecil!

Tecnologia

Blog no Yoomp

20, março, 2009

Blog inserido no  Yoomp, a rede social dos blogueiros.

Blog

A difícil tarefa de ser um cidadão comum – parte 4

20, março, 2009

Continuação do tópico A difícil tarefa de ser um cidadão comum – parte 3

[Dramatização em terceira pessoa com crise de identidade e excesso de imaginação]

Pois bem. Dia 19 foi ontem. A grande batalha. Davi e Golias. O embate esperado desde novembro de 2008. Expectativas que deixou o pequeno Davi sem dormir na véspera do encontro. Ao meio-dia, a luta teria início. Meia hora antes, Davi, cidadão comum, já estava sentado esperando no 4º Juizado Especial Cível, no Catete. Olhava para todos os engravatados tentando descobrir qual daqueles seres suantes seria o defensor de Golias Credicard. O calor naquele lugar aumentava ainda mais a ansiedade. Davi desviava o olhar sempre que era fitado por um possível “adevogado”. Espionava de rabo de olho. Descartava os que mais estavam suados e usando ternos baratos, mal cortados e amassados. Golias não enviaria um sujeito daqueles. Dos 30 possíveis, sobraram 3. 2 homens e 1 mulher. Deveria ser ela. Golias Credicard é um maroto sagaz. Provavelmente estudou o perfil de Davi para compreender que tipo feminino o agradaria. Isso facilitaria as coisas. Mas nosso cidadão comum estava firme. Não iria perder o foco nem por aquela defensora das forças do mal travestida de mulher interessante e fogosa.

Meio-dia. O auto-falante ainda anunciava os duelos marcados para 11 da manhã. Atrasados. Davi calculou que ainda levaria cerca de 1 hora para o banho de sangue. Foi ao banheiro. Fétido. Sem papel. Tábua quebrada. Torneira pingando. Decidiu que não mais colocaria seus temores para fora. Faria um esforço para guardá-los dentro de si. Pelo menos até o fim do duelo. O auto-falante anunciou a matança de mais um cidadão comum. Josualdo entrou suando no box 4 com uma pilha de papéis. Com ele, a fogosa defensora que Davi pensou que confrontaria. Ela não estava a serviço de Golias Credicard. Trabalhava para Judas Telefônica. De certa forma um alívio tomou conta de Davi. Afinal, os arautos de Golias poderiam não saber nada sobre ele.

Descartou também os 2 homens suspeitos de estarem ali por sua causa quando estes entraram em boxes para duelar a favor da Medusa Tim e Minotauro Renner. Um certo desespero veio à tona. Não sabia mais a localização de possíveis inimigos. A azeda sensação piorou quando a franzina conciliadora anunciou que a batalha teria início. Davi levantou. Trêmulo, suado e nervosamente flatulento. Entrou no box. Sentou-se. A conciliadora perguntou por Golias Credicard. Davi, gaguejando, respondeu que não sabia. Foi instruído a esperar. Chamaria pelo auto-falante. O fez por duas vezes. Por duas vezes Davi sentiu o mundo em câmera lenta. Os sons do cotidiano agora estavam muito longe, além de abafados. A conciliadora tentava falar algo com Davi. Ele não ouvia. Tentou por 3 vezes. Até bateu palmas e ele despertou. Tentava dizer que Golias Credicard não apareceu.

Davi ficou aliviado. Mas por pouco tempo. Se Golias não apareceu, sua situação não poderia ser resolvida. E sem resolver sua situação, sua vida continuaria de cabeça para baixo. Mesmo sendo um duelo injusto, em algum momento isto deverá acontecer ou Davi, cidadão comum, continuará a ter seu rosto estampado em cartazes de “procurado”, colados por todos os lugares pela famigerada legionária Serasa.

Perguntada sobre o porquê de Golias Credicard não ter aparecido, a conciliadora explicou que a correspondência enviada não teve aviso de recebimento. Pode ter sido um problema com os Correios ou com o endereço do gigante duelista. Davi sabia bem o que se passava. Já imaginava o pobre carteiro que teve o azar de entregar insultante correspondência a tão perigosa figura. Provavelmente estaria acorrentado com uma coleira no porão do esconderijo de Golias. Mãos cortadas. Pés queimados. Pobre alma. Davi enchou o peito de coragem e perguntou quando seria o novo duelo. A conciliadora, vendo chamas ensangüentadas nos olhos do cidadão comum, olhou os pergaminhos de seu sistema. Dia 24 de julho de 2009. Golias Credicard havia ganho mais de 3 meses para arquitetar sua estratégia de evitar a pederneira de Davi.

O cidadão comum, Davi, guardou suas pedrinhas na bolsa e foi embora, agradecendo pelos 3 meses a mais de sobrevida.

continua…

Cotidiano

O blog quebrou!

18, março, 2009

O blog quebrou. A barra lateral não está mais aparecendo onde deveria. Somente quando estamos visualizando um tópico em específico. Na home-page está com tilt…

Deve ser algum hacker peemedebista.

Caso alguém saiba como resolver, entre em contato URGENTE!

Obrigado.

Blog

Leis americanas inusitadas

18, março, 2009

Navegando pela internet achei um site com leis muito inusitadas. Selecionei algumas bem interessantes:

  • Em São Francisco, é ilegal limpar o carro utilizando roupa íntima usada.
  • Na Flórida, é ilegal usar roupa de banho/mergulho enquanto se canta em local público.
  • Em Denver, no Colorado, é ilegal emprestar o aspirador de pó aos vizinhos.
  • No Maine, é ilegal pegar lagostas com as mãos nuas.
  • Detonar dispositivos nucleares na cidade de Chico, Califórnia, pode acarretar numa multa de US$ 500,00.
  • Em Arcadia, pavões têm o direito de atravessar qualquer rua, inclusive rodovias movimentadas.
  • É contra a lei tomar sorvetes nas calçadas de Carmel.
  • Em Cleveland, Ohio, é ilegal pegar um rato sem licença de caça.
  • Apenas bebês possuem permissão para andar em carrinhos dentro de… bebês, em West Virginia.
  • Em Los Angeles, é ilegal dar banho em dois bebês na mesma banheira ao mesmo tempo.
  • Em Santa Mônica, é ilegal tocar instrumentos de percussão na praia.
  • Sexo sem camisinha é considerado ilegal em Nevada.
  • Em Carmel, o uso de salto alto por mulheres é proibido por lei.
  • Não é permitida a circulação de pessoas consideradas feias em São Francisco.
  • Em Utah, é ilegal realizar juramentos na presença de uma pessoa morta.
  • Caso uma pessoa fique cara a cara com uma vaca no Kentucky, ela deve remover seu chapéu, caso esteja usando um.
  • É contra as leis de Oklahoma pescar embriagado.
  • Em Quitman, na Geórgia, é contra a lei uma galinha atravessar a rua.
  • Em Blythe, na California, você só está permitido a usar botas de vaqueiro caso possua, no mínimo, duas vacas.
  • É necessário carteira de motorista para andar de skate na Flórida.
  • Em Nebraska, arrotar ou espirrar em igrejas é contra a lei.
  • No Alabama, é contra a lei jogar dominó aos domingos.
  • No Alaska, é crime acordar um urso com o propósito de fotografá-lo. Mas não há problemas em atirar neles. Mesmo dormindo.
  • Alces são proibidos de fazerem sexo nas ruas de Fairbanks, no Alaska.

Vou dar uma vasculhada na rede para descobrir se todas são reais de fato.

Cotidiano, Política

Clodovil: fresco sim, louco não

17, março, 2009

Uma coisa interessante sobre a atuação política de Clodovil que só descobri após sua morte: ele protocolou, em 2008, uma PEC – Proposta de Emenda Constitucional – na Mesa da Câmara para a redução do número de deputados a menos que a metade. Seria uma mudança de 513 para 250 membros. O deputado alegou que além da diminuição de gastos públicos, haveria também um impacto positivo na redução do nível de corrupção no governo.

Mas, como sempre acontece no Brasil, as minorias – em todos os sentidos – não têm vez e a proposta foi engavetada, claro.

Política