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Arquivo para a categoria ‘Cotidiano’

O mistério está para ser revelado…

4, junho, 2009

Ok! Alguns já sabem o porquê do afastamento do blog e outros estão apenas cogitando e jogando verde. O real motivo é o desenvolvimento de um projeto pessoal que desenhei há algum tempo. Agora que não sou mais “High Performance. Delivered.”, mas apenas “Simples Assim.” fiquei com um pouco mais de tempo livre para tarefas extra-expediente.

Não entrarei em detalhes agora, mas já está 85% concluído. Quando estiver em 90%, falarei mais sobre esse assunto.

(Ah, sim… Claro! É um projeto web…)

Cotidiano, Tecnologia

A difícil tarefa de ser um cidadão comum – parte 5

29, maio, 2009

Bom, volto ao blog para mais um desabafo da série “A difícil tarefa de ser um cidadão comum”. Ontem não foi um dos dias mais felizes. Recebi a notícia de que a Credicard não reconheceu o pagamento da dívida que eu possuía, realizada no ano passado. Apesar de meu nome ter sido retirado em fevereiro deste ano (isso porque o pagamento foi em setembro do ano passado), ele voltou a figurar negativamente em março. E não mais por R$ 700,00: agora por algo em torno de R$ 2.000,00.

Fiquei sabendo disso após a ligação de uma nova consultoria de cobrança, a Diferencial. Parece que a Credicard não estava satisfeita com os serviços da CreditOne. Esta última, por sua vez, afirmou que o pagamento consta como realizado, mas que a Credicard solicitou novamente a cobrança. Resolvi chutar o pau da barraca! Agora não mais citarei as pessoas com nomes fictícios para este assunto. Darei nome aos bois, como dizem os antigos. Enviem o seguinte e-mail ao pessoal da Diferencial e colocando em cópia todos que já se envolveram no assunto:

Ingrid,
Seguem em anexo a carta de acordo com a Credicard para pagamento desta dívida que a Diferencial está cobrando e o comprovante de pagamento, realizado em setembro de 2008. Em cópia estão todas as pessoas que se envolveram no assunto.

Para seu conhecimento também, segue link do processo contra a Credicard pela demora na retirada do nome da Serasa, que só foi ocorrer em fevereiro deste ano (prazo muito distante dos 5 dias úteis informados pela CreditOne) : http://srv85.tj.rj.gov.br/consultaProcessoWeb/consultaProc.do?numProcesso=2008.001.362853-1&FLAGNOME=S&tipoConsulta=publica&back=1

Estou dando entrada hoje em outro processo, desta vez envolvendo os CNPJs do Citi, da Credicard, da CreditOne e da Diferencial, pois apesar da dívida estar paga deste setembro do ano passado, meu nome foi novamente inserido na Serasa. Desta vez com um valor ainda maior.

Como vocês só sabem empurrar a responsabilidade de um lado para o outro, desta vez o processo não será no Juizado Especial.

Muito obrigado por todos os transtornos causados, além da falta de respeito em todos os sentidos.

Atenciosamente,

Leonardo Picciani
picciani@gmail.com
+55 21 8857-0397

——

O e-mail foi enviado para operacional.diferencial@uol.com.br, dayana.pinheiro@creditone.com.br, michelle.marques@creditone.com.br, alex.gamboa@creditone.com.br, suporteportal@credicard.com.br, relacionamentos.brasil@citi.com, actraadm@citicorp.com, reynaldo.gomes@citi.com,
relacionamentos.brasil@citigroup.com.

Anexos enviados pelo e-mail:

Vamos aguardar uma resposta. Cansa esse abuso das empresas. E cansa também a lentidão da Justiça no Brasil. De qualquer forma, vou deixar de lado o “Pequenas Causas” e partir para algo maior. Vai ser mais lento, mas eu espero.

Cotidiano

Sobre patos e porcos

30, abril, 2009

Por falar em Toinho, sua mais nova publicação é sobre a gripe suína e o recente atrito entre patos e porcos que afetou a conspiração contra nós, humanos.

Confira na Revista Zé Pereira.

Blog, Cotidiano

O caso do ovo frito

30, abril, 2009

Hoje de manhã, fiquei mais de 5 minutos esperando para ser atendido na lanchonete perto do trabalho. Só queria um sanduba matinal e um suco de laranja. A irritação chegou mais rápido que a atendente. Fui embora. Tive que me contentar com uns biscoitos e um Matte (com guaraná, pra dar aquele levante!).

Atendimento precário, falta de educação, baixo jogo de cintura e má qualidade de serviços são itens muito comuns em restaurantes, bares e lanchonetes cariocas. A situação me fez lembrar de um episódio que aconteceu tempos atrás com o Toinho, correspondente interplanetário de Marte para a Terra. Foi no restaurante Bom Galeto, no Largo do Machado.

Aconteceu mais ou menos assim:

[Toinho] – Amigo, vê lá pra mim pra viagem: um galeto, uma porção de arroz, outra de farofa e um feijãozinho.
[Garçom] – Ok.
[Toinho] – Tire um chopp enquanto eu espero, por favor.
[Garçom] – Certo.

(garçom traz o chopp)

[Garçom] – Aqui está.
[Toinho] – Opa! Beleza, obrigado.

(começa a insólita penúria)

[Toinho] – Amigo, faz favor. Pede lá pra incluir um ovo frito.
[Garçom] – Ok. Só uma coisa: a nossa porção é com dois ovos fritos.
[Toinho] – Não… Vai ser muito. Estou levando muita comida. Pede pra colocar um só.
[Garçom] – Não vendemos apenas um. Só porção com dois.
[Toinho] – Olha, eu pago os dois. Mas vou levar um só para não desperdiçar comida, ok?
[Garçom] – Preciso ver com o gerente…
[Toinho] – Pra fazer um ovo?!
[Garçom] – Sim. Não é prática da casa.
[Toinho] – Ok…

[Gerente] – Pois não, senhor?
[Toinho] – Olha, eu só quero levar um ovo frito, mas o garçom diz que vocês só podem vender dois.
[Gerente] – Exato, senhor. Temos apenas a porção com dois ovos. Não vendemos apenas um.
[Toinho] – Eu pago a porção de dois ovos, mas levo um apenas, ok?
[Gerente] – Não fritamos apenas um ovo.
[Toinho] – Estou levando comida demais, um ovo só basta. Dois será muito. Não gosto de desperdiçar!
[Gerente] – Infelizmente, são normas da casa. Não podemos.
[Toinho] – Bicho, como é a frigideira que você usa pra fritar ovo?! Não dá pra colocar um só?!
[Gerente] – Senhor…
[Toinho] – Como é o buraco da galinha desses ovos?! Eles saem grudados?
[Gerente] – O senhor precisa entender…
[Toinho] – Faz o seguinte: suspende tudo. Toma aqui o dinheiro do chopp.

E lá se foi mais um cliente muito satisfeito com o atendimento de um restaurante carioca.

Cotidiano

Coisas que você ouve em Ipanema

30, abril, 2009

Dia desses atravessa a Praça General Osório para ir ao trabalho, em Ipanema. Alguns metros a minha frente, estava uma mulata voluptuosa, uma verdadeira Raimunda. Devia estar usando roupas emprestadas de sua filha ou suas de outra época, pois o manequim estava números abaixo do ideal. Passamos por dois garis que limpavam a sujeirada deixada pela “tão sonhada” obra da nova estação do Metrô.

Quando nossa amiga Raimunda passou pela dupla, a limpeza foi instantaneamente cessada e teve início um “diálogo” mais ou menos como transcrito abaixo:

(Enquanto a mulata passava pelos dois)

[Gari 1] – Nuooossaaaaa! Quê êsso, filé?
[Gari 2] – Ô, neném! Largava tudo pra ficá cuntigu!

(Após a mulata já ter se distanciado)

[Gari 1] – Carai, leque! Que pressão no popô!
[Gari 2] – Pô! Destruia ela todinha!
[Gari 1] – Ah, fácil, fácil! Partia ao meio!
[Gari 2] – Créu! Créu! Créu! Créu!

Cavalheirismo e romantismo não estão fora de moda. Só foram adaptados para a cultura atual.

Cotidiano

Reflexão para o início da semana

6, abril, 2009

“O grande problema do cara que se veste de amarelo onde todos se vestem de preto é que ele se veste de amarelo onde todos se vestem de preto.”

Cotidiano

Manchetes 1º de abril

1, abril, 2009

“Governo lança novo teto para qualquer cargo político: R$ 8.000,00″

“Alíquota máxima de imposto de renda cai para 6% no Brasil”

“Pelo menos metade dos ministérios será extinta até julho”

“Sistema brasileiro de educação será utilizado em países europeus”

“Emissoras de TV aberta multadas por exibirem conteúdos de baixa qualidade”

“Obina, recém-contratado pelo Milan, garante vaga na Seleção Brasileira”

“Redução de deputados federais para 50 eleva o número de horas extras em 12%”

“Lula pede desculpas ao povo brasileiro e abandona presidência”

“Ronaldo, 25 quilos mais magro, é artilheiro do Paulistão”

“Índice de analfabetismo deve chegar a zero até o fim do ano”

“Carros populares a R$ 3.800,00 chegam ao mercado”

“Gisele Bündchen e Juliana Paes juntas na Playboy deste mês”

“Trem bala que liga 12 estados brasileiros começa a operar amanhã”

“Vasco da Gama de volta à Primeira Divisão”

“3G chega a 99% das regiões do país”

“Desemprego em queda livre”

“Novo conceito de presídio: entra marginal, sai profissional qualificado”

“Brasil ganha prêmio da ONU por extingüir população de rua”

“Salário mínimo será de R$ 1.600,00 a partir do próximo mês”

“Mundo comemora a destruição de todas as armas nucleares”

“Buraco na camada de ozônio começa a fechar”

“Carro elétrico pronto para ser comercializado”

“Hospitais públicos planejando o que fazer com a falta de doentes”

“Motoristas comemoram fim do IPVA”

“Com a redução da violência, policiais ajudam em trabalhos comunitários”

“Cientistas descobrem que cerveja com bolinho de bacalhau faz bem ao coração”

“Mesmo com 9 jogadores na Seleção Brasileira, Vasco goleia Flamengo na Copa do Brasil”

Cotidiano

Não basta ser pai…

30, março, 2009

Neste último fim de semana, minha diminuta filha colava adesivos do Pooh em seu tapetinho de borracha. Organizou os adesivos de forma que estes formassem um círculo. Um círculo perfeito, diga-se de passagem. Perguntei o que era aquilo e ela respondeu, cheia de orgulho:

- É a roda, papai. Da escola.

Ela adora simular a roda da escola em casa, ora com bonecas, ora com adesivos, ora com objetos variados sem associação alguma. Usou todos os adesivos de uma cartela para fazer aquela roda perfeita.

Depois da roda pronta, catou mais uma cartela com adesivos do Pooh. E um louco diálogo começou…

[Papai] – É a roda, filha?

[Diminuta] – Num tem.

[Papai] – Ah, não tem?

[Diminuta] – Não. Num tem.

[Papai] – Não tem?

[Diminuta] – Papai, não. Num tem.

[Papai] – Num tem o quê?

[Diminuta] – Tem.

[Papai] – Tem ou não tem? Não tem a roda?

[Diminuta] – Não.

[Papai] – O que tem, então?

[Diminuta] – Tem.

Foi quando prestei mais atenção na organização dos adesivos da segunda cartela: um atrás do outro. E ajudou uma parte da musiquinha que ela cantarolava baixinho:

- … não precisa empurrar…

Ficou fácil:

[Papai] – Eles estão no trem, filha?

[Diminuta] – Sim. Num tem.

Acredito que por diversas vezes passou pela cabecinha dela que o pai é um tapado.

Cotidiano

O caqui

26, março, 2009

Acabei de chegar de uma prévia de comemoração do aniversário de um amigo. O local escolhido foi o Bigode, bar ao lado do shopping Rio Sul, em Botafogo. Cerveja gelada. Aipim frito oleosamente suculento. Deliciosos pastéis deformados de sabores genéricos e cheiros idem. Gurjão de peixe, sendo alguns avermelhados. Acreditamos até a última mordida ser salmão. Bolinho de bacalhau frito no óleo frango à passarinho. Talvez óleo diesel, não sei. Resumindo: uma noite perfeita.

Até que atiraram um caqui. Um caqui. Sim, repito: um caqui. De novo? Caqui. A mistura de Antartica, Bohemia e Skol transformaram a cena em uma comédia pastelão. Nos 10 minutos seguintes, com a explosão da fruta na mesa, foi possível apenas uma coisa: rir. Ninguém conseguiu ficar apreensivo pensando qual seria a próxima fruta ou próximo objeto. Pensamos em ligar para a polícia. Interfonar para o prédio. Mas era um caqui. Por que um caqui? As pessoas mal compram caqui para comer, que dirá atentar contra a vida alheia!

Somando as experiências individuais com o tipo de situação, já havíamos visto todos os tipos de ataque: garrafas pet, côcos, balões d’água, sacos plásticos cheios de mijo, gatos, estagiários, sogras, cunhados, camisas do Fluminense encardidas, Bíblias, Dip n’ Lik chupados, Fandangos fora da validade, calendário da Pamela Anderson, papel higiênico molhado, tomates, cueca com freada, preservativos com gosminha recheados, ovos podres, ovos cozidos, ovos fritos, ovos mexidos, ovos simplesmente, Playmobil, lembranças da circuncisão, fronhas babadas, rabanadas, Serenata de Amor mordido, tampinha de Mineirinho, fraldas sujas (infantis e geriátricas), perucas Lady, pedaços de unha roída, pentelhos pêlos pubianos presos com fita adesiva… Enfim, apesar de toda a gama exótica e eclética de ataques presenciados, o caqui era novidade para todos os presentes.

O pato-ganso-marreco do jardim do Bigode não sabia se ria ou se escondia mais pela mata, temendo por sua integridade física. Mas ele também caiu na real. Um caqui. Estava sendo ameaçado por caquis. Um dos integrantes da comemoração do anversário, um exótico cidadão italvense,  jura ter sido atingido também por um limão. Mas como já estava bebendo desde cedo – inclusive no trabalho – perdeu um pouco de crédito. Terroristas de caqui são raros. De limão então, nem se fala!

Tentei rapidamente localizar o terrorista caquizeiro. Utilizando meu fenomenal celular Nokia E63 (aconselho, bom produto… só a câmera que é uma merda joça!), consegui bater uma foto do maldito. Enviarei ao Globo Online para tornar público o perigo que ronda os bebuns clientes do bar Bigode. Armazenada a foto como prova, abandonamos a mesa e escolhemos ficar confortavelmente de pé, recostados no murinho. Voltamos a sentar quando vagou uma mesa, protegida de selvagens ataques frutíferos pela estratégica marquise do bar.

Como não aconteceram mais ataques, não ligamos para a eficiente e sempre alerta polícia fluminense. Mas deixo aqui o alerta: cuidado com este morador do prédio em cima do Bigode. Ele é suspeito de diversos ataques violentos aos frequentadores do térreo.

A noite ainda fechou com chave de ouro com as lamúrias do taxista que não aguenta mais a esposa sem a ajuda de um Viagra 50mg… Mas isso eu deixo pra outro tópico. Hora de tomar banho, limpar a sujeira de caqui e dormir.

Cotidiano

A difícil tarefa de ser um cidadão comum – parte 4

20, março, 2009

Continuação do tópico A difícil tarefa de ser um cidadão comum – parte 3

[Dramatização em terceira pessoa com crise de identidade e excesso de imaginação]

Pois bem. Dia 19 foi ontem. A grande batalha. Davi e Golias. O embate esperado desde novembro de 2008. Expectativas que deixou o pequeno Davi sem dormir na véspera do encontro. Ao meio-dia, a luta teria início. Meia hora antes, Davi, cidadão comum, já estava sentado esperando no 4º Juizado Especial Cível, no Catete. Olhava para todos os engravatados tentando descobrir qual daqueles seres suantes seria o defensor de Golias Credicard. O calor naquele lugar aumentava ainda mais a ansiedade. Davi desviava o olhar sempre que era fitado por um possível “adevogado”. Espionava de rabo de olho. Descartava os que mais estavam suados e usando ternos baratos, mal cortados e amassados. Golias não enviaria um sujeito daqueles. Dos 30 possíveis, sobraram 3. 2 homens e 1 mulher. Deveria ser ela. Golias Credicard é um maroto sagaz. Provavelmente estudou o perfil de Davi para compreender que tipo feminino o agradaria. Isso facilitaria as coisas. Mas nosso cidadão comum estava firme. Não iria perder o foco nem por aquela defensora das forças do mal travestida de mulher interessante e fogosa.

Meio-dia. O auto-falante ainda anunciava os duelos marcados para 11 da manhã. Atrasados. Davi calculou que ainda levaria cerca de 1 hora para o banho de sangue. Foi ao banheiro. Fétido. Sem papel. Tábua quebrada. Torneira pingando. Decidiu que não mais colocaria seus temores para fora. Faria um esforço para guardá-los dentro de si. Pelo menos até o fim do duelo. O auto-falante anunciou a matança de mais um cidadão comum. Josualdo entrou suando no box 4 com uma pilha de papéis. Com ele, a fogosa defensora que Davi pensou que confrontaria. Ela não estava a serviço de Golias Credicard. Trabalhava para Judas Telefônica. De certa forma um alívio tomou conta de Davi. Afinal, os arautos de Golias poderiam não saber nada sobre ele.

Descartou também os 2 homens suspeitos de estarem ali por sua causa quando estes entraram em boxes para duelar a favor da Medusa Tim e Minotauro Renner. Um certo desespero veio à tona. Não sabia mais a localização de possíveis inimigos. A azeda sensação piorou quando a franzina conciliadora anunciou que a batalha teria início. Davi levantou. Trêmulo, suado e nervosamente flatulento. Entrou no box. Sentou-se. A conciliadora perguntou por Golias Credicard. Davi, gaguejando, respondeu que não sabia. Foi instruído a esperar. Chamaria pelo auto-falante. O fez por duas vezes. Por duas vezes Davi sentiu o mundo em câmera lenta. Os sons do cotidiano agora estavam muito longe, além de abafados. A conciliadora tentava falar algo com Davi. Ele não ouvia. Tentou por 3 vezes. Até bateu palmas e ele despertou. Tentava dizer que Golias Credicard não apareceu.

Davi ficou aliviado. Mas por pouco tempo. Se Golias não apareceu, sua situação não poderia ser resolvida. E sem resolver sua situação, sua vida continuaria de cabeça para baixo. Mesmo sendo um duelo injusto, em algum momento isto deverá acontecer ou Davi, cidadão comum, continuará a ter seu rosto estampado em cartazes de “procurado”, colados por todos os lugares pela famigerada legionária Serasa.

Perguntada sobre o porquê de Golias Credicard não ter aparecido, a conciliadora explicou que a correspondência enviada não teve aviso de recebimento. Pode ter sido um problema com os Correios ou com o endereço do gigante duelista. Davi sabia bem o que se passava. Já imaginava o pobre carteiro que teve o azar de entregar insultante correspondência a tão perigosa figura. Provavelmente estaria acorrentado com uma coleira no porão do esconderijo de Golias. Mãos cortadas. Pés queimados. Pobre alma. Davi enchou o peito de coragem e perguntou quando seria o novo duelo. A conciliadora, vendo chamas ensangüentadas nos olhos do cidadão comum, olhou os pergaminhos de seu sistema. Dia 24 de julho de 2009. Golias Credicard havia ganho mais de 3 meses para arquitetar sua estratégia de evitar a pederneira de Davi.

O cidadão comum, Davi, guardou suas pedrinhas na bolsa e foi embora, agradecendo pelos 3 meses a mais de sobrevida.

continua…

Cotidiano